domingo, 30 de março de 2008

Superando barreiras do dia a dia




Primeiramente necessitamos estabelecer metas, uma vez tendo estabelecido a meta, a pessoa pode se deparar com barreiras para o seu desenvolvimento. As principais barreiras que o indivíduo enfrenta são de ordem pessoal, ou seja, ele mesmo as “fabrica”. Qualquer um dos seguintes obstáculos pode impedir que você realize e alcance suas metas.


1. Preciso sentir-me seguro
É quase impossível não lidar com riscos em um ambiente de trabalho, principalmente em tempos em que mudança é uma companheira constante. Assim, é quase impossível chegar a qualquer lugar sempre evitando riscos.

Muitos de nós nos sentimos inseguros e temos medo ao tentar algo novo, diferente. Mas acontece que no mundo em que vivemos, a nossa situação pessoal ou mesmo profissional pode mudar sem aviso prévio, de uma hora para outra, assim também como a vida da organização onde trabalhamos.

Nem sempre (ou quase nunca) o gestor tem controle de todas as situações que afetam negativamente seu trabalho, mas como as pessoas precisam se sentir seguras, elas podem se recusar a desenvolver metas, por terem medo do desconhecido ou mesmo do possível fracasso. É necessário então, construir um sistema interno de segurança. Algo que venha do íntimo.

Portanto, é necessário desenvolver habilidades de lidar com acontecimentos estressantes, saber correr riscos calculados e administrar os problemas quando surgirem.

Há 5 anos atrás, o Diretor de Planejamento e Desenvolvimento de uma indústria de renome na área de eletro-eletrônicos chefiou o desenvolvimento de um novo produto, que conforme ele, seria uma grande novidade no mercado e traria grande vantagem competitiva para sua organização. Depois de 8 meses de trabalho o produto finalmente ficou pronto. No entanto, não teve o sucesso esperado. O mercado simplesmente não absorveu a novidade.

Em vez de lamentar o prejuízo, ele voltou-se para seu sistema interno de segurança e tirou valiosas lições. Usou a situação de fracasso como uma oportunidade para aprender. Recorrendo à sua auto-confiança, manteve sua capacidade de correr riscos desenvolvendo outros produtos lucrativos.

2. Eu vou conseguir

Ninguém é perfeito, embora muitos tentam ser. Por não sermos perfeitos, vez por outra falhamos. Quem nunca falhou? Quem nunca esteve errado? Mas é certo também que ninguém gosta de falhar.
Para enfrentar o medo de falhar é necessário (a) enfrentar de frente o medo; (b) olhar para a falha como uma oportunidade de aprendizagem; (c) tomar providências específicas para alcançar as metas; e (d) reconhecer que falhar faz parte do jogo, pois poucos vencem sem amargar algumas derrotas ao longo do caminho.

É necessário que os gerentes usem as metas (e os possíveis fracassos) como trampolins para galgar posições e alcançar resultados ainda maiores.

3. Acredite em sua capacidade
A dúvida de nossa capacidade é um inimigo poderoso que certamente nos incapacitará para alcançar nossas metas. Isto traz insegurança e engessa a pessoa. A forma como você fala mentalmente consigo mesmo exerce um impacto muito grande sobre seu desempenho. Essa dúvida enfraquece sua confiança e a própria competência.

Lembre-se das vezes e dos trabalhos que você realizou com desenvoltura e eficácia. Identifique e avalie seus pontos fortes e concentre-se nas coisas que você faz bem.

Telma é vice-gerente de um spa e clínica de tratamentos naturais em uma cidade do interior de São Paulo. Em realidade, esta clínica/spa faz parte de uma rede com sede em São Paulo. Telma vem desenvolvendo um excelente trabalho, mas parece que só ela não acredita nisto. A Empresa abriu uma nova unidade em Teresópolis, Rio de Janeiro e a Diretoria estendeu um convite à Telma para gerenciar esta nova clínica. Sentindo-se lisonjeada com o convite, mas totalmente insegura de sua capacidade, Telma recusou o que era considerado como uma excelente oportunidade de crescimento profissional e promoção. O que aconteceu com Telma? Simples. Faltou-lhe auto-confiança.

Susan B. Wilson (1994), consultora de empresas e proprietária da Executive Strategies sugere os seguintes passos para aumentar sua auto confiança: “(a) Pense específica e positivamente em suas aptidões e capacidades; (b) estabeleça um padrão realista de realização para sua meta; (c) Crie um plano, passo a passo, para atingir sua meta; (d) quando estiver tentando algo novo, pense em termos de aptidões ou comportamentos específicos que precisam ser mudados (e) evite o uso exclusivo de opiniões de terceiros quando estiver avaliando suas aptidões e (f) para cada crítica que fizer a si mesmo, faça também um ou dois cumprimentos específicos.


4. Devo estar preparado para enfrenta mudanças
Nem sempre é fácil mudar. Aliás, é bem provável que poucas pessoas gostam de mudar, pois mudar significa abrir mão de algo que é familiar. Conta-se a história de dois amigos de trabalho que sempre almoçavam juntos, em baixo de uma linda árvore. Um belo dia um dos amigos disse ao outro: “Estou farto e enjoado desta marmita. Sempre a mesma coisa. Feijão, arroz, bife, ovo frito, uma rodela de tomate e uma folha de alface. Não agüento mais!” “Porque você não pede sua mulher para mudar de vez em quando, colocar um franguinho, uma batata cozida, as vezes uma cenourinha”, exclamou o outro. Veio a resposta: “Mas sou eu mesmo quem prepara a marmita todos os dias”.

Mesmo sem gostar dos resultados, muitos não mudam por achar mais cômodo se agarrar ao conhecido. Quando se está tentando atingir novas metas, mudanças são praticamente inevitáveis. É necessário ter uma perspectiva mais otimista e positiva em relação às mudanças, pois elas podem gerar mais energia e entusiasmo.

5. Organização no dia a dia é importante
Não tenha dúvida, o dia-a-dia do gestor é sempre abarrotado de serviço. Sempre parece haver mais coisas para fazer do que se desejaria ou do que é possível realizar. Quando este for o caso, é necessário rever suas prioridades e depois planejar as horas, dias e até mesmo meses. É necessário se concentrar naquilo que é vital.

sexta-feira, 28 de março de 2008

FRASES PARA O EMPREENDEDOR


Empreendedor

01 - Tenha iniciativa E curiosidade
Descobrindo e transformando oportunidades em produtos ou negócios inovadores
“Milhões viram a maçã cair, mas só Newton perguntou por quê”.
Bernard M. Baruch – Conselheiro Presidencial de W.Wilson a D. Eisenhower

02 - SEJA PERSISTENTE NAS METAS E FLEXÍVEL NAS ESTRATÉGIAS
As estratégias mudam com as circunstâncias - Seja persistente, não teimoso.
“Nada está em nosso poder como a própria vontade”.
Santo Agostinho

03 - CALCULE OS RISCOS
O empreendedor não está em busca de aventuras e sim de resultados.
"É preciso menos tempo para fazer algo da maneira certa
do que explicar por que foi feito da maneira errada".
Henry Longfellow

04 - PERSIGA SEMPRE A MÁXIMA EFICIÊNCIA
Exceder padrões de qualidade com menores custos: este é o desafio.
“Só o melhor é o suficiente”. Autor ignorado

05 - COMPROMETA-SE COM SEUS PROJETOS
Dedicação e responsabilidade não são sacrifícios, mas investimentos.
“Não há atalhos para os lugares aos quais vale a pena chegar”. Beverly Sills

06 - ESTUDE O MERCADO
Necessidades dos clientes, competência dos concorrentes e
condições dos fornecedores: este é o seu universo. Conheça-o.
“O homem pode tanto quanto sabe”. Francis Bacon

07 - ESTABELEÇA METAS
Desafios de curto, médio e longo prazo são a sua estrada. Boa viagem !
“O real não está na saída e nem na chegada, está na travessia”. Guimarães Rosa

08 - FAÇA UM PLANO DE NEGÓCIOS
Planejar é projetar hoje aonde se quer chagar no futuro, enxergando o caminho a ser percorrido e seus obstáculos. É o sonho conseqüente.
“A velocidade só faz sentido quando você sabe aonde quer chegar”. Autor ignorado

09 - DESENVOLVA SEU ESPÍRITO DE LIDERANÇA
Forme redes de contatos. Desperte e conquiste corações e mentes !
“A liderança existe quando há um movimento em direção a um objetivo”. Amyr Klink

10 - ACREDITE EM VOCÊ
Errar faz parte da natureza de qualquer ser humano.
Fazer dos erros uma oportunidade para se tornar melhor, é da natureza do empreendedor.
“Não é a montanha que conquistamos, mas a nós mesmos”.
(Sir Edmund Hillary - o primeiro a escalar o Monte Everest)


Fonte: gentilmente cedido pela Profa.Ana Paula Heerdt

terça-feira, 25 de março de 2008

10 Dicas para Sair do Vermelho


1) Jamais use o cheque especial ou o pagamento parcial do cartão de crédito. Peça empréstimos no banco, que saem mais baratos;
2) Passe a controlar os saldos de seu cartão de crédito com mais frequência, pelo menos a cada 10 dias, para que deixe de gastar além do esperado;
3) Tenha uma idéia do tamanho de seu problema: a primeira coisa a fazer é anotar TODOS os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar;
4) Elabore um plano radical de enxugamento de gastos na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Não adianta ir pagando aos pouquinhos, pois os juros voltam a aumentar rapidamente a conta que você já pagou;
5) Quanto mais intenso for o corte de gastos e menor o tempo necessário para isso, menores serão os desgastes no relacionamento familiar;
6) Acabe de vez com a tentação das compras a prazo;
7) Use todos os tipos de poupança que você tem. Não adianta estar com investimentos e perder mais com os juros da dívida. O mesmo vale para bens como terrenos e imóveis à espera de valorização;
8) Fuja de atividades de lazer que custam. Aprenda a valorizar as coisas preciosas da vida que não custam nada, como um passeio ao ar livre ou uma reunião com amigos ou com a família;
9) Enquanto não conseguir quitar toda a dívida, substitua-a por outras mais baratas, como antecipação de restituição de Imposto de Renda ou venda do automóvel e compra de outro parcelado. Use todo o dinheiro da venda para reduzir a dívida.
10) Divida seu plano de ajuste com a família. É importante que todos estejam engajados, para que haja maior co-motivação.

Autor: Gustavo Cerbasi

As crises e suas lições

O Brasil é um dos melhores lugares para se investir. Opinião de economistas de todo o mundo que vêem os quatro integrantes reunidos na sigla BRIC (Brasil,Rússia,India e China) como os paises que mais se desenvolverão nos próximos anos. A crise nos mercados financeiros que inaugurou o ano de 2008, nos lembra que bons investimentos envolvem riscos. Isso exige dos investidores uma postura consciente sobre suas escolhas para suportar os diversos altos e baixos que conduzirão a um ganho diferenciado.Com o Brasil cada vez mais rico e competitivo, boa parte dos resultados das empresas encontra-se em condição sustentável. A classificação do risco do pais está a apenas um degrau do investment grade, um bom diferencial.
Por termos aqui condições favoráveis ao crescimento das empresas, o mercado de ações continua sendo uma boa alternativa para os investidores de fora, o que atrai de volta, em pouco tempo, aquele capital que é levado para cobrir rombos nas contas durante as crises em seus países de origem. Prepare-se portanto, para as crises. È nelas que os preços de bons ativos -como ações e imóveis- despencam e o investimento em ativos de risco mostra-se como um grande negôcio.
A regra para sobreviver às turbulências nos investimentos é relativamente simples. Quando o bom momento dos investimentos e o recorde na bolsa de valores começarem a surgir como manchetes na mídia, segure seus impulsos e invista de maneira conservadora. Quando as crises voltarem - e elas voltarão-, abandone seu conservadorismo e faça escolhas que permitam bons saltos em seu patrimônio. Para quem investe conscientemente, as crises nada são além do que boas oportunidades de fazer grandes investimentos.

Autor: Gustavo Cerbasi (autor do livro "Casais inteligentes enriquecem juntos)

domingo, 23 de março de 2008

Negociar é uma arte


...e como tal pode ser aprimorada
Nós nem percebemos, mas diariamente estamos diante de situações em que negociar é preciso, seja com o marido ou esposa, com o filho, com o chefe ou com um cliente. Negociar é uma arte, é um processo de aprendizagem e, como tal, pode e deve ser aprimorada. Veja abaixo algumas dicas que irão lhe dar mais confiança e poder de negociação.1) Busque informações sobre o assunto ou negócio objeto de sua negociação.Lembra-se dos quatro “Ps” do Marketing? Produto, preço, ponto de venda e promoção? Pois bem, conheça muito profundamente os quatro “Ps” de sua empresa e dos concorrentes.Além disso, procure conhecer muito sobre o business e o ambiente de negócios do outro negociador, como é seu business-system .Isto mostrará ao outro que você sabe do que está falando, além de transmitir confiabilidade e segurança e permitir-lhe ajudar o outro negociador a encontrar soluções para seus problemas.2) Sente-se e planeje! Isto é, em uma folha de papel faça os cálculos do que você acharia razoável, bom e ótimo obter na negociação. Daí defina e priorize seus objetivos na negociação.3) Classifique suas questões em alta, média e baixa prioridade na negociação, pois assim você saberá quando ceder em questões de baixa e média prioridades a fim de obter as de alta prioridade para você.Pergunte-se: o que você já tem de informação sobre o assunto, de que informação extra você necessita? Onde, como e de quem obtê-la?4) Depois, determine quais concessões você poderá fazer e, para fazê-las, o que você deverá obter em troca do outro negociador.5) Ao iniciar a negociação tenha uma postura corporal adequada: corpo ereto, sorriso nos lábios, bom aperto de mão, fale com voz confiante e segura e olhos nos olhos! Lembre-se, a primeira impressão é a que fica.6) Faça muitas perguntas abertas à outra pessoa, para descobrir o que é importante para ela na negociação. Para isto, ao preparar-se para uma negociação, você deve imaginar-se como se fosse o outro negociador. Se você fosse o outro e estivesse negociando com você, o que seria importante ele obter de você?7) Ao preparar-se, procure ter uma alternativa que pode lhe fornecer mais segurança. Se não der certo neste contato, que outra possibilidade você ainda tem e com quem de fazer negócios? Assim, você não estará inseguro.8) Se o outro negociador alegar que existem concorrentes seus na negociação, faça valer sua informação sobre os quatro “Ps” dos concorrentes para você poder ressaltar seus pontos fortes, além de usar também seu poder de conhecimento sobre a empresa, o negócio e o sistema de negócios da pessoa com a qual você está negociando.9) Ponha-se no lugar do outro negociador e tente pensar como ele. O que é importante para ele na negociação? O que é valor para ele? Se você fosse ele, o que faria? Isto lhe dá a condição de pensar melhor e ter mais amplitude de visão, além de descobrir seus pontos fortes e fracos.Procure sempre descobrir os interesses existentes por trás das posições do outro negociador, porque ao descobri-los você poderá oferecer-lhe alternativas concretas para satisfazer seus interesses quando estiverem trocando concessões.10) Ao trocar concessões, pergunte-se antes de conceder qualquer coisa ao outro: Quanto vale para o outro negociador isto que eu conceder (sempre sob a ótica do outro)? Quanto vai custar, para mim, conceder isto? Se eu conceder, então o que eu preciso receber em troca (de igual valor)?11) Existem duas palavras mágicas em negociação: São elas: se e então. Bem utilizadas, asseguram reciprocidade e acenam com a seguinte argumentação: Se você me der isto que é importante para mim, então eu lhe darei algo que é importante para você. Se eu concordar com isto, então você concordará com aquilo?12) No momento do fechamento, utilize-se das técnicas apropriadas. Vale também neste instante provocar reflexões junto ao outro negociador no seguinte sentido: E se nós não chegarmos a um acordo, quais seriam as conseqüências para nós dois? O que deixaríamos de ganhar? Assim, obriga o outro a pensar nos prejuízos e perdas, podendo facilitar o fechamento do negócio.13) Procure fechar negócios que sejam bons para você e para o outro negociador. Bons acordos geram credibilidade e aceitação mútua, garantindo novos negócios e manutenção de relacionamentos a longo prazo.Mãos à obra! Boas negociações!
Autor: Ricardo Farah

sábado, 22 de março de 2008

Falando de motivação

É fundamental que o gestor saiba motivar sua equipe, para que os resultados esperados sejam alcançados.
Veja abaixo alguns fatores fundamentais que geram motivação.

Projeção e prestígio
Embora nem todas as pessoas busquem projeção e prestígio, a maioria aprecia ser reconhecida como
sendo pessoas importantes, de destaque dentro de seu círculo profi ssional.
Aceite sugestões mesmo quando não receber uma contribuição relevante, é importante que o gestor nunca deixe de ouvir a pessoa e dar feedback a respeito do que ela estava pensando ou falando. Deixe o canal aberto para receber críticas e sugestões. Assim, a equipe se sentirá à vontade para falar e ser ouvida.

Tenha atitude positiva e entusiástica
Isso contribui muito para que se atinja o resultado, pois certamente infl uencia o estado de ânimo. A atitude positiva é caracterizada pela forma como o gestor encara as situações negativas e, diante delas, muitas vezes, é capaz de transformar uma crise, um problema ou mesmo uma situação adversa em algo de bom, positivo.
A capacidade do gestor de ver o lado bom das pessoas, das situações que, aparentemente, são desagradáveis ou prejudiciais, estimula a equipe.

Seja sensível às necessidades da equipe
Não exija que a equipe deixe os aborrecimentos, preocupações e frustações em casa antes de ir ao trabalho. Essa é uma tarefa quase impossível.
Um bom gestor deve ser capaz de identificar e ser sensível às necessidades de sua equipe, saber compreender e fazer o que estiver ao seu alcance para auxiliar e resolver a situação. Isso é bem motivante!

Tenha paciência
As pessoas aprendem de formas e em ritmos diferentes. Permitir o aprendizado em várias situações é fundamental. Isso, além de motivar, aumenta a segurança e autoconfi ança da equipe.
Seja realista. O gestor nunca deve esperar algo que saiba que a equipe não poderá alcançar.
Deixar claro suas expectativas a respeito do trabalho de sua equipe.
As expectativas a respeito dos prazos, da qualidade do trabalho, da forma como o trabalho será executado e do nível de cooperação faz com que toda a equipe tenha o “pé no chão”.

Fonte: Gestão de pessoas, Silas Marques

sexta-feira, 21 de março de 2008

Como ser mais produtivo no trabalho


Dicas importantes:

1. Tenha um propósito na vida
Descubra sua missão, sua razão de existir e a escreva em palavras simples e objetivas. Pode ser escrever um livro, plantar uma árvore ou ter um filho.
2. Comece tudo com um objetivo em mente
Guie-se por objetivos claros, específicos e por escrito. Defina um prazo final e a forma de alcançá-los passo a passo. Preparação é tudo.
3. Trabalhe em poucos e impactantes objetivos
Escolha no máximo três objetivos de trabalho e cinco para a vida pessoal. Em termos pessoais, defina um objetivo escrito para as áreas: 1. Finanças e Carreira, 2. Mental e Educacional, 3. Física e Saúde, 4. Familiar e Social, 5. Espiritual e Ética. Faça uma avaliação crítica desses objetivos respondendo à questão: se eu alcançar esses objetivos serei feliz? Se a resposta for afirmativa, você está no rumo e atende a seu propósito.
4. Comece o dia com prioridades definidas por escrito
Todo final de dia avalie sua performance, celebre o sucesso e replaneje ações não concluídas. A seguir, liste as prioridades (que devem refletir seus objetivos) do próximo dia. Suas prioridades devem incluir ações imperiosas como pagar uma conta, e ações importantes como elogiar, cumprimentar pelo aniversário.
5. Utilize-se de blocos de tempo
Aprenda a trabalhar por blocos de tempo. Avalie a melhor parte do dia para fazer telefonemas, preparar relatórios, visitar clientes, fazer reuniões etc. Discipline-se.
6. Utilize-se de lista de pendências
Para as pessoas com as quais mantém contatos regulares, aprenda a fazer uma lista de pendências. Você se reúne com elas diariamente, ou periodicamente, e atualiza a lista item a item. Ensine seus interlocutores a adotar, eles também, uma lista de pendências. Você evita ter de interrompê-las várias vezes ao dia, entrecortando o tempo delas e o seu.
7. Tenha uma agenda atualizada
Utilize-se de um único sistema: agenda de papel ou eletrônica (computador, palm-top, hand-held etc.). As agendas de papel ainda são as mais utilizadas e práticas para o dia-a-dia. Eu, pessoalmente, uso palm top, mas demorei-me a acostumar, pois a agenda de papel é mais prática e funcional. Os meios eletrônicos são mais precisos e eficazes.
8. Adote a teoria do ócio
Ser produtivo não é trabalhar duramente e sim sabiamente. Comece tirando uma hora por semana para refletir sobre suas metas. Vá aumentando gradativamente até atingir 2 a 4 horas por semana. Não fazer nada é fazer muito. Coloque numa folha de papel seus objetivos. Viaje para fora do escritório ou faça uma caminhada sozinho após o almoço. Leia com atenção seus objetivos, contextualize-se no cenário onde você e sua empresa se inserem, avalie tendências, concorrência, mercado, tecnologia, e veja o que está torto e o que está no rumo. E, fundamentalmente, pense nas pessoas com as quais trabalha e nas melhorias que deve implementar para torná-las produtivas. Estatísticas americanas afirmam que as pessoas podem ser, pelo menos, três vezes mais eficazes.
9. A sabedoria está no equilíbrio
Você não é um ter humano. É um ser humano. É preciso ser, para ter. Portanto, cuide de você, faça caminhadas diárias, exercícios regulares e a beta-endorfina se encarregará de dar melhor humor, energia e disposição e as forças do universo conspirarão a seu favor. Seu expediente diário de trabalho deve estar, no máximo, entre 8 a 10 horas diárias. Trabalhar em fins de semana deve ser rara exceção.
10. Esforce-se por resultados, não por perfeição.
Concentre-se em atividades que podem trazer alto retorno e descarte o resto. Para fazer bem feito o que precisa ser feito, é preciso proteger o tempo, concentrar-se e ter foco. Capriche sempre, mas não exagere nas perfumarias. Resultados é a palavra que deve inundar sua mente.

Autor: Hamilton Bueno (uma das maiores autoridades brasileiras no assunto. Seus livros já venderam mais de 45 mil exemplares e ele já treinou mais de 22.600 profissionais)

Marketing pessoal


Aparência, linguagem e imagem do profissional

Normalmente, em um primeiro momento as pessoas se observam pela aparência.Você já deve ter ouvido falar que “a primeira impressão é a que fica”. Partindo deste princípio, todo o profissional deve cuidar de sua aparência, pois ela reflete o que somos. Ao observarmos as vestimentas, a maneira de falar das pessoas, podemos imaginar que ela pode ser cuidadosa, meticulosa, desleixada. Para você ter uma idéia da importância da boa aparência de um profissional, uma pesquisa realizada em 2002 pelo Grupo Catho, mostraque 72% dos homens e 76,1% das mulheres consideram a aparência muito importante para causar boa impressão numa entrevista de emprego.Lembre-se que, ao participar de uma entrevista, sua avaliação não será somente pelas respostas que dará, mas também pela imagem, aparência e outros fatores. A mesma coisa acontece quando você está empregado, ou seja, observarão seu desempenho e competência e também sua aparência e comportamento.Veja quais são os fatores mais observados:-postura pessoal-coleguismo-temperamento-empatia-interesseDiocas para estar bem apresentado:O executivo do sexo masculino deve se apresentar para uma entrevista ou em compromissos formais de terno estilo conservador de cor sóbria, com gravata discreta e combinando com o terno. Os sapatos devem estar em bom estado, e as meias devem ser de cores neutras no tom do sapato. Para os demais profissionais aconselha-se roupa social composta de camisa, calça e sapatos. Deve-se evitar jeans, camisetas e tênis. Já para as executivas o ideal é usar tailleurs (saia e blusa do mesmo tecido e cor) e para as demais profissionais, roupa social, utilizando discretamente jóias, bijuterias e maquiagem. Deve-se evitar jeans,camisetas, mini-saia, mini-blusas e tênis.Os cuidados com a aparência não devem ficar limitados somente para entrevistas. Mesmo depois da admissão é aconselhável vestir-se formalmente, pelo menos nos primeiros dias, até que você perceba como as pessoas se vestem.Mesmo que seja um ambiente informal, ou seja, onde não é exigida a roupa social, dê preferência a roupas elegantes e não descuide da barba, maquiagem, jóias e bijuterias.Vale ressaltar que o profissional é julgado logo nos primeiros momentos pela sua aparência, criando na mente das pessoas uma imagem positiva ou negativa.Postura e hábitos adequados podem ser assimilados com o passar do tempo, construindo assim uma boa imagem profissional, social e pessoal. Lembre-se que para conseguir uma boa imagem levará alguns anos, mas para destruí-la é questão de segundos.Fonte de pesquisa: www.catho.com.br
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Não enrole, fale!


Em muitas situações, a tendência de quem fala é colocar a culpa em quem ouve, quando, de fato, falar para ser ouvido está se tornando uma arte esquecida”
Doris Drucker *



Ouvir é uma das habilidades básicas indispensáveis para uma carreira de sucesso. Talvez por isso tantos seminários de treinamento ensinam a ouvir. Se você não ouve, não capta a mensagem que seu interlocutor deseja e tenta transmitir. Mas, o que fazer se ouvimos mas não entendemos? Em conversas formais, por exemplo, entre vendedor e um cliente, quando não se usam amplificadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico, um discurso inaudível é apenas ruído. Certamente, não é informação. Em muitas situações assim, a tendência de quem fala é colocar a culpa em quem ouve, quando, de fato, falar para ser ouvido está se tornando uma arte esquecida. Estamos num mundo de murmuradores, numa busca indireta de realismo, como disse recentemente o jornal London Economist.
Há explicações para isso. Uma é a nossa volta de um mundo civil para uma sociedade não civil. “Eu falo como quiser. Se não puderem me ouvir, que se virem.” Outra explicação pode ser o comportamento generalizado do “não estou nem aí”. Com tantos microfones, amplificadores, computadores com voz, sintetizadores de voz e sabe-se lá mais o que, não há necessidade de ninguém, exceto atores e outros profissionais que vivem de apresentações, cultivar a arte de falar.
Numa verdadeira fixação em Comunicação, com C maiúsculo, um discurso audível não é mais considerado um patrimônio valioso. Futuros oradores aprendem a se postar, que linguagem corporal utilizar e como manipular aparelhos de projeção de imagens, apresentações com slides do PowerPoint e gráficos criados por computador. Mas aprendem a mínima, se alguma, técnica de oratória, como aquela praticada por oradores de antigamente.
Numa clareira da floresta em Green Mountains, Vermont, há um marco de pedra dizendo que “em 7 e 8 de Julho de 1840, Daniel Webster falou nesse local a 15 mil pessoas”. Sem microfone! É difícil imaginar como. É claro que, a exemplo de seus professores contemporâneos, padres e políticos, Webster foi treinado como orador. Atualmente, escolas de teologia ensinam a pregar, mas as universidades que preparam alunos para a carreira do ensino não possuem tal curso.
Falar é natural a todos nós. Aprendemos nossas primeiras palavras antes de um ano de vida e os resultados são tão gratificantes: Ma – Mã e Pa – Pá vêm correndo quando falamos essas palavras. Conseqüentemente, nosso ego se infla, dizendo sempre, à medida que crescemos, que falamos perfeitamente bem e que é sempre problema da outra pessoa, não nosso, quando ele ou ela não entendem. Na realidade, o julgamento subjetivo da pessoa com quem falamos é o único retorno que podemos esperar. Não há um padrão objetivo de voz comparável à tabela de leitura usada por fonoaudiólogos ou às medições acústicas que detectam desvios anormais em pessoas com problemas auditivos.
A maior parte das pessoas não tem a menor idéia de como sua voz soa aos outros. Não recebe de volta o eco de sua própria voz e, quando se ouve numa gravação, quase sempre a surpresa é desagradável. Alguma vez você já não disse: “A minha voz é mesmo assim?”
Sem esse retorno objetivo, melhorar a qualidade da voz parece ser absolutamente desnecessário. Para aqueles que falam em público, há pelo menos a resposta daqueles a quem devem falar. Se não derem audiência, que pagaram para ter, não serão mais chamados, seus contratos não serão renovados e, certamente, não serão recomendados a outras empresas. A maior parte do tempo, entretanto, não há essa avaliação de desempenho direta. Um discurso inaudível ou descuidado pode ser apenas considerado lamentável, mas dificilmente alguma coisa é considerada mais negativa. Tanto empregadores como empregados enganam-se quando não levam o problema a sério.
Imagine um correio eletrônico de voz comum: “Aqui é a Joana (ou João) da empresa (enrola, enrola, enrola). Gostaria de falar com o gerente de exportação sobre (enrola, enrola, enrola). Por favor, peça que ele ligue de volta para (bem depressa, enrola, enrola, enrola), ou para o e-mail (enrola, enrola, enrola). Tenha um bom dia.”
Se eu tiver que ouvir mais de uma vez uma gravação para descobrir um número ou nome na confusão de palavras incompreensíveis, minha irritação cresce na hora. Não culpo a Joana ou o João. Certamente eles sabem de cor o nome da empresa, o telefone, etc, portanto, podem pronunciá-los a toda velocidade sem sequer mover os lábios. Mas fico furiosa com uma empresa que permite que uma mensagem imperfeita, geralmente incompreensível, seja emitida em seu nome. Minha reação inicial é pensar que essa empresa tem um serviço de atendimento a clientes ou produtos também imperfeito.
Nossa percepção do que seja um volume de voz aceitável e uma boa dicção tem que mudar. À medida que essa geração pós-guerra (baby-boomers) envelhece, terá a audição e a visão deterioradas. Em tempo, os jornais, que antes eram impressos com fonte de tamanho nº 9, estão pensando em imprimir com fonte de tamanho nº 10 ou maior. Eles não dizem que o tamanho nº 9 é grande o bastante e nem que, se as pessoas não conseguem ler, mudem de óculos. A seguir o exemplo, já não é hora de reconhecermos que colocar aparelho de surdez não é a resposta adequada a mensagens inaudíveis e que não cabe ao ouvinte, mas sim ao orador, passar corretamente a mensagem? O problema é dele, não de quem o ouve.

* Artigo extraído da revista Training & Development, edição de fevereiro de 2000, página 71

Encantar para competir

Cada vez mais as empresas procuram encantar seus clientes, visando atender suas necessidades. Essa atitude, que teve início nos anos 90, vem sendo adotada em todos os setores na obtenção do sucesso e até mesmo para garantir a sobrevivência do negócio.


Na busca de métodos e estratégias ideais para correr atrás da competitividade, os anos 90 trouxeram em sua bagagem uma realidade óbvia, mas ainda adormecida para as empresas brasileiras: é preciso focar e centralizar esforços para conhecer o cliente de perto, criando condições de satisfazer suas necessidades. Com a chegada da globalização, que vem contribuindo para a diversificação de produtos e serviços, o cliente tornou-se infiel, deixando de lado o aspecto preço e se dedicando mais à comodidade e atenções.
É raro encontrar alguém que nunca se viu na situação de ter que esperar o funcionário resolver seus problemas pessoais para depois ser atendido, ou então na compra de um produto, quando o prazo da entrega não é respeitado e ninguém lhe dá uma explicação. De repente estas situações nem um pouco agradáveis começaram a fazer parte do dia-a-dia do cliente, o que acaba dificultando o crescimento dos negócios.
Eduardo Esteves, consultor e diretor da Organizações Esteves, diz que o diferencial de hoje está centrado no atendimento ao cliente. "É preciso encantar para conquistar o sucesso do negócio", argumenta. Para ele, o marketing de encantamento está centrado em dois públicos que devem a todo momento serem conquistados. "A empresa não pode medir esforço no desenvolvimento dessa tarefa. É preciso observar com atenção todas as necessidades para que haja a satisfação desses clientes (internos e externos)", relata.
O consultor destaca ainda que a empresa deve, em primeiro lugar, se preocupar em encantar o seu cliente interno, pois ele é quem vai apresentá-la ao mercado. "A conquista do cliente interno é fundamental, é necessário fazer com que se sinta satisfeito em trabalhar na empresa". Ele diz que salário não está envolvido no processo de encantamento, sendo necessário despertar nas pessoas a importância de cada um no desenvolvimento de projetos e também delegar atividades, tornando-os responsáveis pelo que desenvolvem.
Outro ponto levantado pelo consultor é a importância de medir a satisfação dos clientes através de pesquisas com o intuito de solucionar os problemas com a própria equipe de trabalho. Já Joel Santos, consultor, diretor da Plantercost Consulting e autor do livro "Encantar o cliente dá lucro", diz que a qualidade dos serviços é o grande desafio hoje para as empresas. "Medir a qualidade do produto (tangível) é fácil, mas a dos serviços torna-se complicado por não ser palpável e basicamente é conquistada através das pessoas", explica Santos.
Ele acredita que nesta fase de encantar o cliente é preciso investir em treinamento, definir aos funcionários a direção e o ritmo do desenvolvimento das atividades, ou seja, velocidade significa produtividade. Como dica às empresas, Santos fala da importância de aprender tratar o cliente como parceiro, amigo e até mesmo como se fosse o sócio. Outros aspectos fundamentais neste processo citado pelo consultor é que além de treinar, a organização precisa optar pela qualidade e não quantidade. O desenvolvimento de pesquisas para avaliar o grau de satisfação do cliente e a implementação de programas de qualidade total, e principalmente ouvir funcionários e fornecedores, também são considerados de grande importância na tentativa de superar as expectativas do cliente.
No processo de encantar o cliente, Santos diz que a terceirização pode ajudar no sentido da empresa não desperdiçar esforços e aumentar a velocidade da produção. "Os maiores problemas, hoje, estão centrados no desperdício de foco", argumenta o consultor. Nessa era das emoções, do olho no olho, de encantar o cliente, as empresas vêm oferecendo aos clientes inúmeras opções de serviços, dando oportunidade para que eles apresentem desejos e demonstrem as insatisfações. Linha 0800 de discagem gratuita, criação do cargo de ombudsman, caixinha de sugestões e reclamações e treinamento interno são algumas das alternativas que estão sendo empregadas na melhoria do atendimento.
A rede de supermercados Barateiro, com 30 lojas e 4.500 funcionários, há três anos desenvolveu um trabalho de motivação interna, envolvendo toda a empresa e principalmente as pessoas da área de vendas e da linha de atendimento. "A campanha ‘Nós estamos aqui pra você’, que ainda hoje continua, nasceu com o fundamento da mudança de atitude das pessoas, ou seja, sair da passividade do cotidiano e entrar na atividade da cortesia e simpatia na hora de atender o cliente", conta João Fernandes D’Almeida Filho, diretor de marketing do Barateiro.
Na seqüência, em uma fase de esforço e sustentação do programa, a empresa reeditou os materiais (cartilhas, cartazes, filmes institucionais de TV) com o objetivo de dar continuidade ao treinamento, reciclando o conhecimento num processo de envolvimento das pessoas com um trabalho de qualidade de atendimento e de operação. As soluções empregadas para a melhoria do atendimento ao cliente pela rede, segundo D’Almeida Filho, foi perseverança, continuadas ações de treinamentos, reeducação e envolvimento do cliente interno à realidade do mercado e das necessidades do cliente externo.
"Hoje, o fator preço sem dúvida é forte, mas não é tudo. O mesmo acontece com variedade, conforto e serviços oferecidos. Mas é na diferenciação que se pode trabalhar bem a imagem, melhorando e mudando a cabeça do cliente interno, mostrando que o mercado está em processo de transformação e o atendimento é o grande diferencial", explica. O esforço em relação às expectativas dos clientes é medido através do telefone 0800 e também pela caixinha de sugestão.
"Estamos na década do ponto de vendas, onde a decisão final é do consumidor que pode avaliar silenciosamente o comportamento eficiente ou não", diz D’Almeida Filho, ressaltando que não há mais espaço para o faz de conta, pois o cliente quer atenção, cortesia e compromisso com o que se oferece. Ele diz ainda que a excelência no atendimento e a fidelização vem como resultado de tudo isso aplicado de forma adequada. No ano passado, a rede Barateiro investiu, segundo D’Almeida Filho, cerca de R$ 250 mil em treinamento e para 97 pretende aumentar este número em 20%.
Numa década em que a decisão final é do consumidor e este se apresenta cada vez mais exigente e impiedoso com as empresas que não o atendem bem, é preciso estar sempre atento às suas necessidades. O Grupo Pão de Açúcar, com 223 lojas espalhadas pelo país e 21 mil funcionários, vem apostando na agilidade de esclarecer dúvidas e resolver problemas, criando o cargo de ombudsman para facilitar o atendimento dos clientes internos e externos. O trabalho é desenvolvido pelo grupo de representação do cliente, como preferem ser chamados, dividindo-se em várias fases. Os clientes contam com o atendimento pelo telefone, caixa de sugestões nos estabelecimentos, reunião com clientes (realizadas anualmente) e o SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente.
Outra forma de estar perto do cliente e estabelecer um contato direto. O Pão de Açúcar vem desenvolvendo visitas nas lojas, feitas pelo grupo de representação do cliente e o ombudsman. "Estas visitas dão oportunidade de estarmos próximo do cliente e sentir suas necessidades", diz Vera Giangrande, ombudsman do cliente externo do Grupo Pão de Açúcar. Durante as visitas são avaliados também os aspectos de limpeza, conservação e exposição dos produtos, qualidade de atendimento, entre outros. Outro instrumento de aproximação do cliente usado pela empresa é a realização de cafés-da-manhã que funcionam como um encontro, dando oportunidade ao cliente de trocar idéia e apresentar suas dificuldades e necessidades. Em cada atividade realizada são feitos relatórios de avaliação, dando subsídios para melhoria do atendimento e satisfação do cliente.
Vera conta que recebe cerca de 3 mil correspondência/mês e que todas são respondidas. Dessas, 2.500 estão relacionadas a informações de promoções, localização de lojas, e 500 são de manifestações (8% são elogios, 11% sugestões e 81% queixas). "Devemos lembrar que o cliente insatisfeito não perde oportunidade de reclamar da empresa para seus conhecidos", diz Vera, que tem como missão conhecer, atender e até prever as necessidades do consumidor. Ela argumenta ainda que a atenção deve ser dedicada tanto ao cliente interno como externo, pois em sua concepção eles possuem a mesma importância. "A empresa que conseguir interagir com os dois lados terá condições de sobreviver neste mercado competitivo em que o grande diferencial é o serviço", relata Vera.
De olho neste novo diferencial, que vai elevar o conceito das empresas vencedoras no próximo milênio, a Elevadores Otis também optou pela figura do ombudsman, que desde de maio de 96 vem atuando no atendimento de seus clientes. No período de julho de 95, quando foi implantado o projeto-piloto, até dezembro de 96, a empresa recebeu aproximadamente 1.400 reclamações de todo o Brasil. Deste total, 73% foram solucionadas com índice de 92% satisfeitos, 3% encantados e 5% insatisfeitos. Segundo a ombudsman Sandra de Miranda Corrêa, as principais causas das reclamações estão distribuídas em 28% de problemas de comunicação e atendimento; 10% referente ao preço; 18% são de recursos; 18% de problemas com manutenção preventiva e 26% de produto. "As reclamações são encaradas como um "tesouro, dando oportunidade de se reformular os processos e atitudes dentro da organização", relata.
Para Sandra, a empresa de sucesso tem que direcionar o foco na qualidade do serviço. "Apesar de apresentar aspectos bem mais complexos do que os tecnológicos, por mexerem com mudança de hábitos, comportamentos e valores dos clientes internos com relação aos externos, é preciso não se desligar desses aspectos", argumenta. Ela diz que hoje o perfil do cliente mudou, pois ele procura mais do que um bom produto, quer um serviço de qualidade, rápido, com menor preço, atenção e cortesia. A Otis investiu US$ 250 mil na organização do departamento de satisfação do cliente, incluindo equipamentos e treinamento do pessoal.

Autora: Lucilene Faquim
RH EM SÍNTESE 14 – JAN/FEV 1997 – ANO III – PÁGINAS 62 E 63

5 Idéias para otimizar o seu tempo


1) Centralize as informações
"Uma pessoa gasta até 28 minutos do dia procurando informações que não sabe onde anotou" afirma Paulo Kretly, presidente da Franklin Covey Brasil. No fim do mês isso pode significar um dia inteiro de trabalho perdido.Hoje, com aparelinhos cada vez mais versáteis, não há desculpa para você não ter as informações centralizadas. Mas uma boa e velha agenda também serve, desde que tenha quatro itens básicos: tarefas prioritárias, compromissos, contatos e anotações.

2)Planeje em apenas 10 minutinhos
Você não precisa de mais do que dez minutos para fazer um planejamento das tarefas do dia. Ao fazer isso, entrará para o pequeno time de executivos que têm esse hábito: apenas 17% segundo pesquisa feita pela Franklin Covey.

3)Avalie o tempo gasto nas tarefas
Anote o tempo gasto em cada uma de suas atividades principais. As informações serão valiosas para tornar a próxima programação mais precisa e eficaz. Você também desenvolverá a capacidade de prever a duração das tarefas e identificar eventuais ladrões de tempo. "Essa é uma habilidade que diferencia os gerentes mais experientes", escreve a consultora americana Melissa Raffoni.

4)Respeite seu ritmo
"Sou um cara que funciona melhor de manhã, por isso planejo a minha rotina de acordo com meu ritmo. Acordo mais cedo e chego ao trabalh às 7h30, porque sei que a partir das 16h começo a perder embalo.Até às 17h, já estou voltando pra casa. Ficar horas no trabalho não significa que você está produzindo mais" afirma Carlos Ienne, presidente da Fedex do Brasil.

5)Pare de reclamar do trânsito
"Antes de comprar um departamento, procurei saber onde estava concentrada a maior parte das empresas em que gostaria trabalhar. Hoje, moro com a minha esposa a menos de 20 minutos do trabalho", diz Rodrigo, da Klabin. "Moro longe do trabalho, mas criei a minha própria rotina para evitar os horários de trânsito. Saio bem cedo de casa e volto antes de horário de maior fluxo. Se tiver algo marcado para mais tarde, faço de casa pelo telefone ou internet" afirma Carlos, da Fedex.

*Texto extraído e adaptado da revista Você SA

10 Dicas para aumentar seu poder de persuação

Aqui estão 10 dicas para ajudar você a aumentar seu poder de persuasão rapidamente:1. Imagem - A imagem que criamos é dividida em três categorias: visual, vocal e verbal. A imagem visual é de longe a mais importante. As pessoas estão condicionadas a avaliarem o que enxergam e formarem uma opinião instantânea. A maneira como nos apresentamos influencia decisivamente uma negociação, uma campanha política e até mesmo uma entrevista em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. Você dá a atenção necessária à sua imagem ou se assusta quando vê uma foto ou vídeo onde você aparece? Outro aspecto importante e que deve ser levado em consideração é o entusiasmo que sua voz transmite. Um tom de voz entusiástico e cheio de energia aumenta o nível de retenção de tudo o que for dito por você. Veja o exemplo dos narradores de futebol no rádio comparados com os mesmos profissionais na televisão. Saber se expressar bem vai lhe ajudar a construir sentenças e analogias que tornarão seus argumentos mais interessantes.2. Conhecimento - Pessoas que sabem persuadir conhecem muito bem o seu assunto. Elas lêem as revistas técnicas do ramo, comparecem a seminários, congressos e feiras. Normalmente fazem parte de uma associação ou câmara de comércio. Sabem que a busca de conhecimento é um processo contínuo, sem fim. Já reparou como as pessoas ouvem com atenção se elas acreditarem que você domina o tema sobre o qual está falando?3. Confiança - As pessoas de sucesso têm uma confiança interna que é resultado de todo o conhecimento acumulado por elas. Não são agressivas ou inconvenientes, não se exibem mas são assertivas e transmitem uma imagem de "pessoas que fazem acontecer".4. Credibilidade - Não faça promessas que não poderão ser cumpridas. Aumente seu poder de persuasão ao cumprir metas, prazos e nunca chegar atrasado a compromissos. Faça aquilo que prometeu, aumentando em muito a sua credibilidade, especialmente hoje em dia, onde as promessas quase nunca se transformam em realidade.5. Comunicação - Para persuadir é fundamental ser bem articulado. A gramática deve ser correta e gírias devem ser evitadas porque minam a força de seus argumentos, "sacou mano"?6. Persistência - Os vencedores nunca desistem! Qualquer bom vendedor vai confirmar que as melhores vendas são as mais difíceis de fechar. A resposta natural para tudo que pedimos é "não", por isso não desista facilmente. Enquanto outros desistem e vão ficando pelo meio do caminho, os vencedores perseveram e terminam atingindo seus objetivos. Você anda desistindo muito facilmente?7. Benefícios - As pessoas vão concordar com você se puderem enxergar benefícios para elas ou para as empresas que elas representam. Coloque-se no lugar da pessoas que você está tentando influenciar ou persuadir. Planeje e escolha com critério os benefícios que serão mencionados e a receptividade às suas idéias vai crescer exponencialmente.8. Motivação - Os grandes influenciadores criam incentivos para metas e dão prêmios para recompensar o sucesso atingido. Eles lideram pelo exemplo e não somente pelas palavras. Se misturam aos funcionários, convivem com eles e servem de modelo e inspiração. Como os grandes generais da história, e em particular Napoleão Bonaparte e Patton, os líderes demonstram grande carisma e se preocupam com seus comandados, gerando uma dedicação ilimitada por parte deles.9. Visibilidade - É preciso sair do escritório e ser conhecido pelo maior número de pessoas possível, especialmente aquelas relacionadas com o seu ramo de atividade. Visite clientes, fornecedores, concorrentes, bancos e faça o seu marketing pessoal também dentro de sua empresa. Se possível escreva artigos ou dê entrevistas para a mídia.10. Silêncio - Quando conseguir aquilo que desejava, cale a boca. Mude o assunto ou termine a conversa. Não continue vendendo ou tentando "fazer a cabeça" de seu interlocutor. Ter a paciência e humildade para permanecer calado é uma arma essencial no arsenal do bom influenciador. Descubra o poder do silêncio.

*Autor: Márcio Miranda

Falemos de Sociologia...

Desde os inicios...Desde a Idade media até o modernismo muitas transformações na humanidade aconteceram. Fatos históricos se entrelaçaram e configuraram de modo tal que uma serie de sucessos marcantes desencadearam no que hoje conhecemos como sociedade moderna. Nesse longo percorrido histórico existiu uma evolução no pensamento, na religião, na economia, nas sociedades, etc. No século XIV foram tomando forma movimentos como o Renascimento e o Iluminismo, e foram desenvolvidos e modificados da mão de filósofos como Kant, Comte, Descartes e tantos outros que deixaram sua marca definitiva no acervo do conhecimento humano. A partir de ali o homem começou a olhar-se como centro e criticar-se, a re inventar-se, deixou de estar submetido à dominação do divino para ser o centro das atenções. Em este marco histórico inevitavelmente, seguindo o fluxo dos acontecimentos, surge a sociologia, trazida à luz pelos filósofos Hegel e Comte. Existem aportes em outras ciências como os de Galileu quem é o herói da nova ciência frente à “escuridão” medieval. Rosseau e o protótipo da democracia contemporânea e o liberalismo. Lutero é o líder contra a potente Igreja católica. Estes fatos e tantos outros construíram as bases do mundo como hoje o conhecemos, onde a vontade da maioria, a secularização, o culto a ciência e o individualismo substituíram a vontade de Deus na cristandade medieval. Os dois blocos do mundo contemporâneo são fruto desta modernidade, por isso liberalismo e marxismo são filhos do mesmo pai: o mundo moderno. As transformações são cada vez mais profundas e marcantes, tanto que os fatos e regras as quais hoje estamos submetidos e conhecemos em nossas sociedades modernas tiveram seu berço naquelas distantes épocas. O assunto está em intentar entender qual foi o fim de tantas mudanças, esclarecer até que ponto foram positivas ou não e em que aportaram para a sociedade tal qual a conhecemos nos dias atuais.Fazendo uma resenha histórica este longo caminho tem seus inícios com a caída do Império Romano (século V). Trata se de um período marcado por uma sociedade sobre forte influência da Igreja católica, onde o centro de todas as explicações estava em Deus, representado na terra pelo papa e o rei. Nesta época todas as explicações referentes à sociedade, política, religião e vida cotidiana no geral, estavam centralizadas em Deus, sem possibilidade de questionamento algum.Mas como todo muda e se transforma, chegou um momento entre os séculos XIV e XIX em que o homem entraria em uma nova fase do humanismo (valorização do homem) e um movimento chamado renascimento começaria a estruturar-se em algumas cidades italianas e nas camadas urbanas da Europa ocidental. Assim da mão do filosofo Descartes, com suas novas idéias que faziam da razão o principio, meio e fim do conhecimento e da cultura humana, surge no século XVII o movimento chamado de Iluminismo, que pretendia “ iluminar com a luz da razão” todo o que existia, sendo o mistério da Fe cristã o principal alvo de ataque dos homens da modernidade racionalista. Aspectos da vida política, econômica e cultural passaram a ser explicados por médio da razão por tanto tais explicações poderiam ser questionadas, o ser humano entendeu que poderia intervir em seu destino, o homem passou a ser o centro do universo.Toda ideologia trata de justificar e defender os interesses subjetivos de quem formula o conteúdo ideológico, assim a burguesia defenderia e procuraria difundir os ideais iluministas, junto a estes ideais surgiriam às bases filosóficas para uma nova sociedade que emergiria depois de dois fatos marcantes na historia: a revolução francesa e industrial, as quais irromperam de uma quebra, uma necessidade de mudanças, uma insurreição que modificaria a política do Estado. Ambas as revoluções nasceram por causa de um processo histórico de tirania, opressão, e miséria de uma população que clamava por renovação, modificação, uma vida mais digna.No caso da Revolução Francesa (1789), fala-se de modificações de um sistema político monárquico absolutista, injusto e infame. Por primeira vez na historia da humanidade respirava-se a necessidade de igualdade para todos. O homem lutou pelos seus direitos e conquistou sua cidadania, baixo a bandeira de “Liberdade, igualdade e fraternidade” como ideais da tão almejada revolução. Pode-se afirmar que existe um antes e um depois deste acontecimento que modificou o rumo da historia sócio-política mundial. Na Europa estabeleceram-se novas formas de organização política, social e econômica. Novos costumes e tendências espirituais foram tomando forma. Na França nasce o Estado moderno, baseado na criação de eleições por médio do voto dos cidadãos. No setor econômico se passa de uma economia meramente agrária e artesã a outra diferente dominada pela indústria e mecanização, o que se conhece como Revolução Industrial, a qual se desenvolveu na Inglaterra de final do século XVIII e ao longo do século XIX, também pela Europa e Estados Unidos.Na segunda metade do século XVIII na Inglaterra detecta se uma transformação profunda nos sistemas de trabalho e a estrutura da sociedade. È o resultado de um crescimento e mudanças que vem acontecendo nos últimos cem anos, trata se de uma revolução lenta e inevitável. A destruição do feudalismo e desenvolvimento do capitalismo modificou as formas econômicas dando preferência ao comercio e indústria. A revolução teve como conseqüência uma maior urbanização e por tanto processos migratórios desde zonas rurais até as urbanas, surgindo assim uma nova classe de profissionais. Influem as invenções tecnológicas, descobrimentos teóricos, capitais, transformações sociais, a revolução na agricultura e crescimento na demografia das cidades. Fatores que se combinam e se potenciam entre eles. Aparecem novos grupos sociais, a sociedade se torna mais complexa, dinâmica, se divide em classes formada por grupos abertos determinados pela fortuna, o que desencadeia em graves problemas sociais, devido ao crescimento das cidades de forma desordenada, ampliando se a separação entre a burguesia industrial e os operários. Assim na Europa surge o capitalismo, a prática da atividade comercial voltada ao lucro, pratica conhecida muito bem nos dias atuais.Neste contexto era necessário criar uma filosofia capaz de compreender o social com tanta precisão quanto a matemática ou a física. Comte pregava a necessidade de “libertar o conhecimento social de toda a ingerência filosófica. Assim como nestas ciências, em sua nova ciência chamada de física social e posteriormente Sociologia, Comte usaria da observação, da experimentação, da comparação como método para a obtenção dos dados reais. Comte firmou que os fenômenos sociais podem ser percebidos como os outros fenômenos da natureza, ou seja, como obedecendo a leis gerais. Émile Durkheim, seu discípulo, sistematizou algumas de suas idéias e foi o primeiro a usar efetivamente a expressão “Sociologia” para referir-se ao estudo em pauta, que seu mestre ainda chamava de “Física Social” que explicava o cotidiano do homen baseado no “fato social” determinado como tudo o que é coletivo, exterior ao indivíduo e coercitivo, em linhas gerais. Como compreender o fato social? “Afastar sistematicamente as pré-noções”. Difícil pois o ser humano não pode ser objetivo e estar acima de todos os sentimentos, emoções, e “juízos de valor. Como se a própria colocação da questão – seja ela qual for – não traga nela embutidos os juízos ou as pré-noções... Posição hoje indefensável, Durkheim tem contudo enorme valor para a Sociologia contemporânea.Na economia o capitalismo era como um pequenino câncer que surgiu no final da sociedade feudal. Foi crescendo, crescendo e hoje, a burguesia e seus interesses comerciais se sobrepõem ao ser humano numa infecção que contamina todo o planeta.Anos depois Marx focalizou seus estudos na sociedade capitalista, nas relações de trabalho dos donos dos capitais e a força trabalhista, dominadores e dominados. Para ele a riqueza e a pobreza são contraditórias a diferencia de Comte e Durkheim onde a pobreza e a riqueza são duas partes de uma mesma realidade.A proposta de Marx foi de tal peso que criou um novo tipo de sociedade, considerada por ele como uma sociedade mais justa, o socialismo. Coisa que na pratica não foi bem assim. Em um mundo globalizado e capitalista praticamente é utópico pensar uma sociedade moderna onde os interesses da sociedade se sobreponham aos particulares, retornar os bens particulares para a sociedade. È totalmente absurdo, a sociedade mesma não aceita isso, para dar um exemplo claro e atual, em Venezuela o povo esta sofrendo com as propostas do presidente Hugo Chavez, que ante os olhos do mundo são obsoletas e incongruentes. Não tem melhor exemplo para demonstrar que a sociedade marxista é um fracasso. Por tanto trás tantas evoluções e modificações nas sociedades vê se que hão havido grandes avanços, em todos os aspectos, os povos sempre lutaram e continuam lutando pelo melhor para todos, o problema esta em que a maioria fica de fora, é a classe menos favorecida a que sempre fica esperando que esse dia em que exista repartição de riquezas e igualdade para todos chegue, é essa classe que fica esperando pela liberdade (em todos os sentidos) mais ela também não chega... A historia continua e grandes mudanças são necessárias para alcançar o ideal de sociedade sonhado pelos grandes pensadores ao longo da historia, o tema é se alguma vez será possível abraçar essa meta.

*Autoria própria